António Guerreiro tem 68 anos e vive em Olhos de Água, a poucos minutos de Albufeira, numa casa branca virada para o mar. Durante mais de quatro décadas foi mestre de obras. Construiu moradias, recuperou casas e telhados antigos, ensinou jovens aprendizes a “ouvir” a história das paredes antes de mexer nelas. Sempre teve mãos fortes e um riso fácil. Era conhecido no café da vila pelas histórias que contava ao final da tarde, quase sempre acompanhadas de uma gargalhada sonora. Mas, nos últimos anos, António deixou de rir assim.
A perda progressiva dos dentes começou de forma discreta. Primeiro um molar, depois outro. Vieram as infeções, as próteses removíveis, o desconforto constante. “Isto é a idade”, dizia ele, encolhendo os ombros. Só que não era apenas a idade. Era a vergonha de sorrir nas fotografias com os netos. Era o cuidado exagerado ao escolher comida, nada muito duro, nada que pudesse deslocar a prótese. Era o receio de falar em público no clube náutico onde pratica vela há mais de 20 anos.
António sempre encontrou no mar um lugar de equilíbrio. Aos sábados, na marina, ajudava a preparar o veleiro de cruzeiro do clube. Conferia cabos, alinhava as velas, sentia o vento antes mesmo de o ver. Sabia que, na vela, tudo depende do ajuste certo.
Mas, nos últimos tempos, evitava estar na proa quando tiravam fotografias, falava menos e ria de boca fechada. Sentia-se, de certa forma, desalinhado, como uma vela que já não apanha o vento como devia.
Foi a filha, enfermeira em Loulé, quem lhe falou da técnica All-on-4. Explicou-lhe que era possível reabilitar uma arcada completa com apenas quatro implantes estrategicamente colocados, recebendo uma prótese fixa no próprio dia. António torceu o nariz. “Isso é para gente mais nova”, respondeu. Mas a filha insistiu: “Pai, nunca é tarde para voltar a sentir-se bem.”
A primeira consulta na Algarve Dental Implants foi diferente do que imaginava. Não encontrou pressa nem promessas vazias. Encontrou escuta. Dr. Cris Piessens, com mais de 30 anos de experiência em implantologia, explicou-lhe o processo com serenidade e detalhe. Mostrou-lhe as imagens 3D, falou-lhe da previsibilidade da técnica, da possibilidade de sair no mesmo dia com dentes fixos, estáveis, funcionais. Falou-lhe também de confiança.
António saiu da clínica a pensar numa frase que o médico lhe disse: “Tal como uma casa, a dentição também pode ser reconstruída com bases sólidas.”
No dia da cirurgia, chegou nervoso às 8h da manhã. A equipa recebeu-o com muita calma e boa disposição. A sedação consciente ajudou-o a atravessar o procedimento com tranquilidade. Quando, ao final da tarde, se viu ao espelho com o novo sorriso, ficou em silêncio. Não era apenas estética. Era firmeza. Era segurança. Era ele, mas melhorado, como uma casa antiga restaurada, com respeito pela história.
A adaptação foi mais simples do que temia. Voltou a comer maçãs sem receio. Voltou a pedir peixe grelhado inteiro no restaurante. Voltou a rir sem levar a mão à boca. Mas o momento mais marcante aconteceu semanas depois, no aniversário da neta mais nova. Ao soprar as velas com ela, alguém tirou uma fotografia. António estava no centro, a sorrir de forma aberta, luminosa. A mulher, Maria, olhou para a imagem e disse, emocionada: “És tu outra vez.”
Hoje, António continua a ir para a marina sempre que o vento promete. Continua a ajudar a preparar o veleiro, a ajustar as velas e a sentir o mar como sempre sentiu. Continua a partilhar histórias no convívio depois das regatas e a dar a sua opinião nas reuniões do clube. Mas há algo diferente nele. Fala com mais confiança. Sorri com mais frequência. E, quando alguém comenta o seu novo sorriso, responde sem hesitar: “Foi a melhor decisão que tomei nos últimos anos.”
Para quem vive com dúvidas, medo ou resignação, António deixa um conselho simples: “não confundam envelhecer com desistir.” A idade não é um limite para recuperar qualidade de vida. A técnica All-on-4 devolveu-lhe uma dentição a que pode chamar sua e também o prazer à mesa, a autoestima nas fotografias e a alegria despreocupada de rir alto.
Porque, tal como o mar que ele tanto ama, há coisas que nunca perdem a força.
